Êxito Investimento: Financiamento ou consórcio? Qual a melhor escolha para o seu perfil

Quem tem interesse em comprar um imóvel e não pode pagar à vista encontra algumas opções de crédito no mercado. Mas sempre fica a dúvida: o melhor é financiar com o banco ou fazer um consórcio? A resposta, garantem especialistas, depende do perfil do comprador.

Quando se trata de crédito imobiliário, o financiamento é a primeira modalidade que vem à cabeça, mas está crescendo o número de brasileiros que optam pelo consórcio habitacional.

Depois de oscilar negativamente de 2009 até 2014, nos últimos três anos a média de consorciados com carta de crédito liberada avançou de 11,4% (em 2014) para 29,1% (em 2017). Os dados foram coletados entre os meses de janeiro e setembro de cada ano, com as pessoas que tinham potencial para comprar imóvel via linhas de crédito de financiamento ou consórcio.

A pesquisa foi realizada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac). Segundo o presidente da instituição, Paulo Roberto Rossi, dentre as vantagens do consórcio imobiliário está a flexibilidade. “Nessa modalidade, a taxa de manutenção é mais atrativa e as parcelas fixas. Além disso, o consorciado pode utilizar, por exemplo, saldo disponível do FGTS para ofertar como lance, liquidar ou pagar parte das prestações”, comenta.

PERFIL

 

 

Mesmo diante das facilidades do consórcio, é importante analisar o perfil de cada consumidor. Os especialistas ressaltam que esse tipo de modalidade não serve para todos consumidores. “O consórcio é para pessoa, física ou jurídica, que possui estabilidade financeira. Que já tem um imóvel e quer investir em outro empreendimento melhor, que paga aluguel e tem condições de arcar com outra despesa”, salienta.

Nesta modalidade, o comprador pode esperar até 15 anos para ser contemplado com a carta de crédito.

Aqueles que buscam, de maneira imediata, adquirir a casa própria, partem para o financiamento imobiliário. O diretor-regional da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Valdenir Rodrigues, explica que essa é uma alternativa para quem tem pressa de morar na unidade.

Segundo ele, o consumidor deve buscar orientação no mercado para avaliar as melhores condições de financiamento junto aos bancos. “No caso de imóveis prontos ou usados, o interessado precisa pesquisar, não somente sobre a taxa de juros, mas outros valores que envolvem o Custo Efetivo Total (CET) do imóvel, como taxas de manutenção do contrato e valores de avaliação do imóvel e seguro habitacional”, lembra.

Para o economista e professor da Universidade Vila Velha (UVV) Mário Vasconcelos, seja qual for a escolha, é preciso analisar todas as condições antes da decisão. “Observar o processo de financiamento, por meio do sistema bancário, é essencial. E, se a opção for entrar num consórcio, estudar a empresa, prazos e se as taxas são compatíveis com o mercado”, orienta.

FIQUE ATENTO

Vantagens do financiamento

– O crédito é liberado de forma mais rápida.

– As parcelas podem ser pagas até 35 anos.

– Possibilidade de usar recursos do FGTS para amortização do saldo devedor.

Desvantagens do financiamento

– Taxa de juros elevada

– O comprador precisa arcar com outras taxas administrativas dentro do Custo Efetivo Total (CET) do imóvel, como manutenção do contrato, avaliação do imóvel e seguro habitacional.

Vantagens do consórcio

– Taxa de manutenção atrativa e parcelas fixas, sem cobrança de juros

– Pode usar recursos do FGTS, em algumas situações, como lance, liquidar ou pagar parte das prestações.

Desvantagens do consórcio

– O comprador não pode se planejar para ter o imóvel de forma imediata, pois depende de ser contemplado.

– Em caso de desistência, o comprador não terá devolução do valor integral, mas com as devidas deduções, conforme previsto no contrato.

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